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| Manu Gavassi em um do seus vídeos publicado quando estava na casa |
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| Eliminação Linn da Quebrada |
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| Manu Gavassi em um do seus vídeos publicado quando estava na casa |
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| Eliminação Linn da Quebrada |
O programa estreou na netflix em 09/07 e foi disponibilizado aos poucos até meado de agosto. A dinâmica era bem simples, um grupo de oito garotos convivendo numa casa, daí eles tinham que administrar um recurso para suas despesas, além disso tinham uma van cafeteria (tipo um food truck), que todos os dias saia pra vendas com uma dupla de participantes. A dinâmica que essas duplas se formavam era sempre organizada pela produção, em geral pediam que um deles escolhesse com quem queriam ir. A produção ainda criava outras situações como pedir pra quem escrevessem cartas anônimas, verificar quem tinha interesse mutuo para fazer uma atividade a dois ou ainda criar programas coletivos com todos os participantes.
ADENDO
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Achei essa dinâmica curiosa, pq a lógica deles era de que convivendo diariamente numa rotina de trabalho as pessoas poderiam ficar mais próximas, inclusive tinha um garoto na casa que vários menino disputavam que ia quase todos os dias, fosse no Brasil nego ia ficar puto.
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O programa me pegou em cheio, é muito curioso ver gays com um comportamento tão fora daquilo que a gente já espera, por que verdade seja dita, se fosse em qualquer lugar do ocidente essa casa ia ser uma putaria sem fim e no meio dessa babilônia o sexo vem de uma forma tão agressiva que vc tem até dificuldade de observar sutilezas, nuances, pequenezas em geral... Basta assistir “De Férias com Ex”, “Geordie Shore”, “Soltos em Floripa”, “Túnel do Amor” e tantos outros que entra temporada e sai temporada parece que todos os participantes têm um mesmo comportamento serializado.
Em “O Namorado” a coisa na verdade vai no extremo oposto, na verdade em 10 episódios rolou um beijo na boca e nos poucos momentos que parecia que algo ia acontecer, não dava em nada. Um amigo até falou que eu que eu tava dando pra ser dorameiro e aí devo fazer um adendo sobre dorama e dizer que: Nunca vi e nem tenho vontade... Essa coisa de que “as histórias são fofas e prendem, uma novela moderna e blá blá blá...” Não me atrai em nada, em função da hype me bateu até uma curiosidade, mas 10 episódios de uma hora e meia pra assistir uma história de príncipe encantado com tons de modernidade, ah me poupa...
A bem da verdade é que se acho a forma que o ocidente lida com sexualidade e sobretudo como a indústria do entretenimento explora isso é problemática, também acho que no meio desse caos a gente acaba por romantizar falta de inteligência emocional e inabilidade social, pq a bem da verdade é que por trás da aparente fofura, tem muito problema e “O Namorado”, pode te provar isso.
O reality meio que acabou por ter duas tramas principais, um era com um garoto que TODAS AS PESSOAS DA VIDA QUERIAM ELE, o cara nem era tipo padrãozão, mas sim, dos oito participantes da casa pelo menos 03 ficaram vidrados neles e isso era quase 50% do elenco. Eu ficava impressionado sobre como eles não se refaziam, não buscavam outras possibilidades, ficavam todos em torno do menino e mesmo tendo outras pessoas interessadas neles ficavam num sofrimento sem fim, inclusive pelo menos duas pessoas deixaram o programa por não serem correspondidas, pelo amor de Deus... Mas o pior nem foi isso, nada, nada, nada poderia ser pior do que Shun ou Shun-Cu, como eu gosto de chamar.
Shun-Cu é um garoto que despertou o interesse de um outro (o Dai), que ficou no pé desse garoto, sendo hostilizado por ele a todo tempo, se adaptando a todos os chiliques... O menino criticava o jeito dele, teve uma crise de ciúmes por que viu um nude antigo no celular do garoto, vivia cortando ele o tempo todo, ficava fazendo uma cara de cu e distribuindo torta de climão pra casa inteira quando ele não fazia o que ele queria ou mesmo desse atenção pra outra pessoa. A máxima dele foi rejeitar ele no dia seguinte depois deles ficarem por que ele não quis usar uma blusa que ele emprestou... E sabe o que mais me espanta? NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM nem na casa e nem entre os comentaristas do programa identificavam o comportamento dele como tóxico ou mesmo problemático, agiam apenas como se fosse “o jeitinho dele”... Um puta Chernoboy mimado da porra, que age como se tivesse com o rei na barriga, mas com uma carinha fofa e um jeitinho desajeitado, sabe? Que dá vontade de cuidar... E coitado de quem cruza. Inclusive essa semana saiu uma matéria da netflix japonesa e o casal que saiu junto da casa permanece junto até hoje, Deus ajude esse anjo que é o Dai.
Apesar de tudo isso, acho que salvo o Shun-Cu os outros são bem queridos mesmo, inclusive tem um Brasileiro fofo (gaaaaaaaaato... Pra freeeeeeente... Seduzeeeeeente) e foi muito legal ver um reality gay que proporciona a gente perceber que existem outras formas de existirmos enquanto comunidade, que muito dos nossos comportamentos não estão ligados a uma natureza "X", "Y" ou "Z', mas que tudo tem a ver com a forma que nos aculturamos e que sobretudo pode ser de diferente Se eu gostaria que fosse daquele jeito? Definitivamente não, mas é importante perceber que há outra formas de fazer, ser e existir além daquelas que parece fomos condenados.
Em resumo: Deu errado!
Poderia ter parado o post aqui,
mas continuarei!
O novo reality musical da globo
substituiu o The Voice e veio cheio de expectativas, por que seria um programa
diário, mostrando a construção dos participantes enquanto artistas e num
formato próprio, criado pela emissora. Num momento em que tudo na televisão é
comprando de um formato internacional, essa autenticidade soou bem na mídia
televisiva. Pra completar o programa ia ser apresentado por Ana Clara, ex BBB
que assumiu parte da atração desde 2019, caiu nas graças do público e que muita
gente achava que deveria substituir o Thiago Laifert quando ele anunciou que
deixaria o programa.
Expectativas no topo e uma semana
antes da estreia Boninho declara que o programa era uma alternativa comercial
pra globo que precisava de um programa nos moldes do BBB para chamar pra si a
audiência que o BBB chama no primeiro semestre. Até esse momento eu interpretei
que “nos moldes do BBB” era tipo com o mesmo apelo pro público, que engajasse
da mesma forma, que se convertesse em audiência tal qual.
Todavia, na verdade era bem mais
que isso, apesar de ser uma competição musical a dinâmica em torno das votações
envolvem muito pouco música propriamente dita, com as mesmas provas bobas que o
BBB faz qq coisa pra mostrar o nome do
patrocinador e uma dinâmica de votos por afinidade, a música fica em último lugar..
Isso é uma coisa tão absurdamente evidente no programa que o paredão é formado
no domingo, para eliminar na terça (tal qual o BBB) e apenas nas terça à noite esses
emparedados fazem uma apresentação musical para influenciar de alguma forma na
decisão do público que já vai estar votando a 48 horas. É uma sequência de equívocos
sem fim, basicamente pegaram o BBB, jogaram um violão lá dentro e tão tentando
chamar isso de reality de música.
O casting é fraco, o programa
vive cheio de falhas técnicas, as apresentações contam com uma produção
limitadíssima, a audiência não passa de 12 pontos e na última terça perdeu pro
futebol no SBT, um flope sem fim. Todavia considerando que a globo adora
persistir em formatos pra tentar enfiar goela do público abaixo, eu não duvido
que renove... Pq quem insistiu em Patrícia Poeta no Encontro e insistiu com
Rafa Kalimman pode ser acusada de qq coisa, menos de desistir fácil.
A sexta edição talvez tenha sido a última edição icônica, com participantes que rendem memes na internet até hj como Andressa Urach, Rita Cadilack, Lu Eschivano e Denise Rocha. Essa edição também a baixaria tinha chegado a níveis inéditos, até aquele momento. A bem da verdade é que olhando de hj, tudo aquilo parece quase que inocente perto do que viria depois, todavia foi nessa edição, por exemplo que Andressa Urachi falou ao vivo que não torcia pra nem Denise Rocha nem para Bárbara Evans permanecer na casa por que uma "só come e caga" e outra tava usando pomada ginecológica pra fungo na vagina sendo um péssimo exemplo pro Brasil. Também foi nessa edição a imortal briga de cuspe entre o modelo Matheus Verdelho e Andressa Urachi.
Após essa edição o reality passou a somar queda de audiência ano após ano, muito pelo casting/edição e muito pelo próprio desgaste do formato, mas a bem da verdade é que comparado com gastos em produtos como séries e telenovelas o reality show é um produto barato e que não só gera audiência para o horário, mas para outros programas da emissora quando recebem ex participantes. Logo, vale a pena a atração mesmo com audiências não tão altas.
Uma prova que o desgaste estava no formato são os baixos índices de audiência do próprio BBB, que só foi recuperar o fôlego em 2020 com o advento da pandemia. naquele ano todos os olhos se voltaram para casa mais vigiada do Brasil. O BBB quase foi interrompido no meio, mas a edição optou por manter e trancados em casa, se vendo obrigados a usar máscaras, milhares de Brasileiros acompanhavam festas e pessoas se abraçando naquele universo paralelo. A fazenda também apostou no momento e fez um grande investimento para edição de 2020, levou pra casa Jojô Toddyinho.
A edição foi um sucesso muito agarrada no carisma da vencedora. Na casa uma das participantes, Raíssa, tinha episódios de surto em função de transtorno de humor, o que gerou bastante crítica, mas Jojô realmente segurou a edição. No ano seguinte mesmo com o hype do ano anterior a record apela novamente e faz questões de saúde mental e até criminais de entretenimento. Nego do Borel na ocasião sofria um processo por estupro por parte da sua ex namorada, entra na casa e sai expulso por assediar sexualmente uma mulher bêbada em rede nacional. As brigas eram intermináveis, os participantes usavam de toda opressão possível como munição nas discussões.. Houve etarismo, racismo, machismo, xenofobia e o diabo.
Em 2021 a grande aposta era a influencer Delonane Bezerra, ela ficou famosa após seu namorado, um cantor de funk em ascensão se matar, se jogando da sacada de um hotel da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. Deolane manteve seu nome na mídia muito em torno de polêmicas defendendo pautas progressistas. Era queridinha do público, mas a edição foi puro Chernobil. Do lado de dentro os enfrentamentos eram repletos de violência e ameaças, do lado de fora a família de Deolane seguia na mesma linha com as famílias de outros participantes. A edição perdeu muita audiência, era comum ouvir até de comentaristas a frase "só estou vendo a fazenda pelas páginas de fofoca", ninguém mais via o programa. A Fazenda enfrenta uma crise similar a que o BBB tbm teve em 2022, a manipulação narrativa do lado de fora estava sendo mais bem sucedida que a edição. Foi dessa forma que Mayara Cardi fez de Arthur Aguiar Campeão mesmo com baixíssima popularidade. Atualmente Arthur, menos de um ano depois de vencer a edição só aparece na mídia sendo comentado como ele, diferente de outros participantes, não é convidado pra absolutamente nada. Porém durante o programa Mayra, a frente da torcida de Arhur, definia semanalmente quem seria eliminado, num jogo de cartas marcadas.
A Fazenda era um solo muito fértil pro mesmo movimento, primeiro por que sim, há uma nova era em que esses programas precisam aprender a domar a internet, segundo por que a bagunça do programa, a falta de clareza e a clara manipulação facilita para que participantes e familiares encontrem na falha da emissora liberdade pra poder se empoderar e foi assim que aconteceu. Dentro da casa Deolane e seu grupo batem de frente com a produção do programa, do lado de fora as movimentações da família culminam nas irmãs de Deolane na porta da emissora, levando uma multidão de pessoas, disposta a tirar a irmã de dentro. O resultado disso foi uma edição com dois participantes expulsos, dois sendo retirados da casa pelas família e a pior audiência de todas as edições. A vencedora da temporada que terminou agora em dezembro, tem menos de dois milhões de seguidores em redes sociais. Isso é quase a mesma coisa do que o primeiro eliminado do BBB 22, isso por que ela é atriz e já foi paquita, ele era apenas anônimo. No fim do programa Adriane Galisteu fala que para quem duvidou a próxima edição estava renovada. A comemoração traz consigo uma mensagem implícita muito clara: A manutenção do programa era digna de dúvidas, tamanho fracasso da edição.
Fica no ar a pergunta: Até quando, Galisteu?