Mais uma vez o Rio de Janeiro se
envolve numa polêmica ligada a nossa querida Maria Joana, ou cannabis sativa, ou pk não ir pro
popular... Maconha!!!!
Prefeito da cidade e governador
do estado são conhecidos como maconheiros defensores da legalização e
apoiadores de movimentos como a marcha da maconha.
Eu, que nunca fiz uso, sempre fui
a favor e tenho minha opinião baseado no que vejo, percebo e sinto.. Não sou
nenhum especialista e nunca fiz uma leitura muito aprofundada sobre o assunto,
mas a gente sabe dos benefícios do uso medicinal bem como dos malefícios são
inferiores ao cigarro, do álcool e até do Big Mac... Sempre bato palma pra quem
joga kilos de antidepressivo na privada e substitui por um back antes de
dormir. O maior malefício da maconha está exatamente na proibição que faz com
que o dinheiro vá para o tráfico contribuindo pra uma série de bosta.
Naturalmente a gente sabe que
vivemos num sistema que em geral nosso dinheiro não coopera pra coisa muitos
legais, né??? Sabe como é... O tênis da
Nike,
o açúcar da união... Enfim....
Tudo isso. Todavia no tráfico a coisa é muito direta e eu acredito que de fato
prejudique a mais pessoas além do que qdo a coisa é legitimada ela gera
emprego, paga impostos e tecnicamente coopera para algumas outras coisas ai.
Por tudo isso e mais outras coisas
de violência a idéia da legalização me parece razoável, mas o Brasil é um país
estranho em que o usar maconha não é crime, mas vender é... Ser puta não é
crime, mas a casa de tolerância é... etc etc etc...
O fato é que a coordenação de
saúde mental do RJ que é um departamento da secretária da saúde e defesa civil
disponibilizou para download em seu blog o livro “Drogas: Clínica e
cultura/toxicomanias, incidências clínicas e sócioantropológicas.” E reza a
lenda que a publicação recomenda o plantio da erva e o culto a seita de Santo
Daime como alternativas para a redução de danos, além dessa afirmação o polêmico
livro aponta 100 gramas como uma quantidade razoável para o uso diário.
A notícia foi manchete no jornal
o dia, o livro saiu do blog e a secretária tirou o corpo fora dizendo que o
blog é de funcionários dizendo não ser oficial e nem integrar a opinião da
secretária. O jornal tendência o lado negativo do acontecimento e fala que os
CAPS da cidade do Rio que trabalham com dependência química os usuários são recomendados
a trocar de droga e não parar com o vício.
Bem.. Vamos organizar os fatos:
1 – A política de redução de
danos não é uma política dos CAPS da cidade do Rio de Janeiro e sim do
Ministério da saúde. Os índices de recuperação de dependência química são
baixíssimos e há MUITO tempo o trabalho tem sido direcionado pela busca de um
uso social da droga, onde os níveis de uso não atrapalhem a vida do individuo.
Situação que não se aplica ao álcool quando o cara é alcoólatra ou ao crack,
mas que é perfeitamente possível no caso da maconha.
2 – O porte de droga não é crime,
muito embora seja muito vaga essa questão de que quantidade pode ser
considerada pra consumo próprio ou não, ficando a critério do policial que deu
o flagra ou ao juiz. De qq maneira, configurado que era pra uso próprio o
máximo o que pode acontecer são medidas sócio educativas e considerando que no
Brasil crime é infração penal punida com reclusão ou detenção... Bem.. O uso
não é crime. Todavia o tráfico é... E ai é aquilo.. Se eu posso usar, mas o
cara não pode vender... Acho que nas entrelinhas já ta meio que claro que minha
alternativa é plantar... Ou existe outra que eu desconheça???
3 – O lance do Santo Daime é uma
viagem mesmo, na cerimônia religiosa eles fazem uso de substância alucinógenas,
mas opa.. O lance não é ir pra curtir uma onda.. É uma religião porra, tem toda
uma proposta de vida e tals. Eu até acho que não seja por ai, mas o que não
faltam são estudos, campanhas, movimentos e tudo mais que falam a cerca do
quanto a experiência religiosa é positiva na recuperação de drogas, inclusive
tendo diversos espaços mantidos por igrejas evangélicas e católica... Daí eu pergunto...
Se essa discussão é possível, pk a discussão a cerca do Daime como uma alternativa
a redução de danos é tão polêmica??? Não deveria!!!
4 – É do conhecimento do planeta
que prefeito e governador do Rio apóiam a legalização e ai quando a secretaria
se coloca, monta-se esse circo. O apoio de prefeito e governador costuma inclusive
a ser criticada pelo ex-governador Garotinho que volta e meia fala que eles
fazem apologia a maconha e ao “homossexualismo”, como vcs podem conferir
aqui.
Moral da história, muita firula
pra poder vender jornal e uma situação que traz pouca novidade.. Quem no Rio de
Janeiro vive sabe que o convívio da população com a maconha tem se tornado cada
dia mais natural e toda essa naturalidade somada a ilegalidade vai tornando a
situação cada vez mais problemática, então em vez de criar polêmica inútil o
Jornal O Dia deveria estar mais preocupado em ser imparcial, pk mostrando a
realidade tal como ela é, não existe alternativa mais razoável do que a
legalização. E a secretária deveria bancar em vez de arrega pra um monte de
cuzão.