26.7.10

Bad Romance

O gato anda sumido, sim eu sei.... É a tarja preta... Só posso justificar o sumiço com uma certa dificuldade (e um pouco de preguiça) de escrever por que de semana passada pra cá o que não faltou foram eventos blogaveis. Visita de parentes distantes, sinal digital em casa, um show de Elza Soares (com direito a motim na fila), a segunda sessão com meu querido dentista, entre outras coisas que marcaram uma semana movimentada.


E de todo esse movimento o que mais me chamou atenção foi um rapaz que conheci... Não, não, não... Não é nada disso que vocês estão pensando. O gato tá amarrado e tem, com algum sacrifício, tentado exercer a fidelidade.


O gajo é ex-namorado de um amigo e tá passando por um momento complicado na vida sentimental, estando abrigado na casa desse amigo atualmente. Na verdade eu já havia o conhecido numa outra época onde ele era bem diferente fisicamente e com a situação um tanto quanto mais confortável. Porém a primeira experiência foi rápida e superficial... O sofrimento sempre aproxima muito mais as pessoas.


Com a cumplicidade instantânea que só a crise pode gerar, ouvi uma historia repleta de erros clássicos, daqueles que somos advertido diariamente pela Oprah, Marie Clair, Ana Maria Braga, Nova, Claudia e etc.


Os erros eram mantidos numa proporção assustadora mesmo após o “fim”. Era claro na fala dele a esperança de que seu algoz entrasse porta a dentro e o levasse de volta pro seu cativeiro. Sem ter pra onde ir, com poucas pessoas com quem contar, após ter sido humilhado, ter saído de casa com uma pouca roupa, ter passado a noite na rua... Ainda sim... Esperava!!!


Talvez se num outro momento da vida eu não tivesse decido até o inferno pela manutenção de uma relação não conseguiria compreender a lógica que mantém essa engrenagem. Na verdade não conseguira por ser de fato uma lógica intangível ao raciocínio, os jogadores têm noção de que é disfuncional, mas não conseguem sair de seu bad romance.


Tal como o eu-lírico da música de Lady Gaga, num dado momento deseja-se junto com o amor sua feiúra e doença num processo que não começa de uma hora pra outra, se faz de forma gradual e quando o sujeito percebe está completamente atrelado numa trama repleta de compulsão, dependência e muito pouco amor próprio.


Resgatar-se é preciso!!! Lembrar do que se era e pensar em tudo que ainda se pode ser é um bom começo. Gosto de sempre imaginar que os melhores dias estão por vir e que do lado de fora existe um mundo inteiro com lugares lindos, pessoas incríveis, comidas saborosíssimas, cheiros maravilhosos, sensações indescritíveis para ser descoberto.


A agressão psicológica é aniquiladora, pela sua via o sujeito deixa de ver graça em tudo e não tem força pra se mover rumo a uma vida que considera insossa por não acreditar mais em conceitos como felicidade e plenitude, dentro ou fora daquela relação.


Encerro aqui minha explanação com duas certezas... Uma é que fiz um texto que se alia aos discursos da Oprah, Marie Claire e etc. E outra é que nossos discursos somados, a livros, conselhos dos amigos, conversas em mesa de bar servem de ancora para a realidade quando alguém tá se perdendo de si.


10 comentários:

  1. Olá e bem vindo Gato, espero ficar por dentro de todos esses acontecimentos, por favor, sobre o romance, seja bom ou mal ainda é um romance certo? Não? Não sei, não disponho de material para comaprar, hehe... Beijos e já sabe né? Mexeu com você mexeu comigo! hehehe, pra que Oprah se temos Márcia o melhor, se temos o Gato!

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  2. é uma pena q as pessoas se percam assim ... eu nunca consegui entender isto ... como uma pessoa pode se aniquilar em função de outra ... nunca entendi e acho q nunca vou entender e aceitar ...

    isto é coisa para Freud e Gato ...

    bjux

    ;-)

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  3. Perder-se é a coisa mais fácil do mundo, o problema é arrumar forças para se encontrar. Isso sim é missão (quase) impossível!

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  4. Tava com uma saudaaaaaaaaaade!

    :(

    Evito me perder, geralmente se a estrada tá sem placas, volto e rumo outra.

    Beijao!

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  5. Eu não tenho muito saco para algozes. Meu amor próprio é de um tamanho que me blinda contra qualquer mal. Quer que eu deixe de te amar? Pare de me respeitar. O amor vai com a falta do respeito.
    Que ele encontre o amor próprio.

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  6. Eu tb não quero me perder. A divferença entre o amor e a doença da completa falta de auto-estima é muito próxima às vezes. Ótimo post! Bj

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  7. No fundo do poço, sempre há uma pá, para que você se afunde ainda mais.

    É complicado tentar entender como a cabeça das pessoas funcionam... por isso que nem gosto muito de dar conselhos. Direcionar ações sem saber do que aquela pessoa é capaz, e suas fraquezas nunca é uma boa solução...

    Mas não tenho nada contra se perder. Se perder ajuda a manter o foco em outras coisas que dão menos dor de cabeça.

    Beijos Gatón!

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  8. uns dizem q o amor deixa as pessoas cegas. eu concordo.
    mas ate hj eu nao fiquei cego de amor, apesar de amar!
    cada um é cada um, já dizia o poeta!!!

    abraços
    voy

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  9. Gato, Gatinho, Gatão... quem não te conhece, que te compre... hahahahaha!!!!
    Tá sumido, fio!!! Hugzão!!!!!

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