
É claro que mesmo a uma semana do concurso eu não poderia deixar de assistir e comentar o Oscar. Agora são 02:20 da manha e amanha começo as 09:00, mas não poderia deixar de comentar sobre uma grande aprendizagem que tive com o Oscar 2010.
James Cameron é um renomado cineasta, com uma carreira consolidada no universo da ficção cientifica desde o final da década de 80. Período em que conheceu e se casou com Katryn Bigelow. O casamento durou pouco se findando em 1991.
Katryn seguiu sua carreira em produções modestas a contrario do seu ex-marido que em 1997 dirigiu aquele que seria a maior a arrecadação da historia do cinema. Titanic rendeu 1,8 bilhões de dólares e foi até o 2010 a maior arrecadação da historia, perdendo o posto para Avatar, produção do mesmo diretor. Ele não dirigia mais nada desde Titanic e voltou com este que foi o filme mais caro da historia (237 milhões) e arrecadou 2,5 bilhões.
Mesmo com todos esses números megalomaníacos, a produção que criou tecnologia para sua execução, teve seu roteiro bem criticado, porém não deixou de ser reconhecido levando, por exemplo, o globo de ouro.
Todavia ainda faltava o mais almejado de todos os prêmios, o maior de todos os reconhecimentos... O Oscar. Curiosamente o diretor que não aparecia na cena cinematográfica desde 97 se viu disputando com sua ex-esposa em varias premiações. Ela nunca esteve nos grandes circuitos e nem fez nenhuma grande obra. Neste ano resolveu investir numa produção independente e dirigiu um filme que não tinha nem 10% dos gastos do filme do ex-marido, foi um filme de apenas 15 milhões (um valor risório para os padrões de Hollywood).
No Oscar ambos os filmes concorreram a várias categorias, mas poucas vezes disputavam na mesma. Avatar – a mega produção – leva três estatuetas, Guerra ao terror – a produção independente – leva 6. Mas essa ainda não é a parte mais engraçada... Katryn vence como melhor diretora, sendo a primeira mulher a ganhar nessa categoria desbancando diretores conceituados como Tarantino e também seu ex-marido. Por fim, concorrendo como 10 outros filmes, inclusive Avatar, ela ganha o premio de melhor filme do ano.
Longe de mim querer dizer que a diretora chegou a tanto por uma vingança pessoal, uma picuinha com o ex-marido. Não seria machista a ponto de dizer que um feito desse só foi alcançado por uma mulher motivada por um homem. Mesmo por que, reza a lenda, que o divorcio foi amigável e depois dele, eles até trabalharam juntos.
Mas depois de vê-la, aos 54 anos, lindíssima (a contrario do ex-marido), ganhando os prêmios que ele disputava com uma produção que teve 20 vezes o valor da dela em investimento e de repercussão histórica, aprendi que mulheres são perigosas e não é pouco, não!!!




















